Você consegue compreender o seu problema?

Muitas vezes na clínica, recebo pacientes que sabem que algo não está “normal” em suas vidas, mas ao mesmo tempo, não conseguem saber o que realmente lhes aflige.

mente

Na terapia cognitiva comportamental temos o que é chamado de “aspectos da vida” que pode nos ajudar a identificar onde está o real problema de cada um. São 5 aspectos que se interligam: O ambiente, os pensamentos, as reações físicas, os estados de humor e os comportamentos.

Esses 5 aspectos estão interligados e cada um dos cinco componentes afeta e interage diretamente com os demais. Por isso, eles devem ser identificados e analisados como um todo.

Mas, como identificar tais componentes? Algumas perguntas simples podem ajudar:
a) para o Ambiente: tem ocorrido mudanças em minha vida? Posso citar eventos que tenham sido estressantes para mim atualmente? Existem dificuldades que venho enfrentando no meu cotidiano? Existem problemas do passado que ainda me assombram?
b) para as Reações Físicas: quais sintomas físicos me incomodam? Notei alguma mudança física em mim nos últimos tempos?
c) para os Estados de Humor: com apenas uma palavra como posso descrever o meu humor?
d) para os Comportamentos: que comportamentos gostaria de modificar? Estou evitando situações e pessoas? Em quais áreas gostaria de mudar como eu sou?
e) para os Pensamentos: quais os pensamentos mais frequentes que tenho em momentos de humor forte? Quais pensamentos tenho tido em relação a mim mesmo e a outras pessoas? Que imagens e/ ou lembranças me vêm a mente?

                                              (FONTE: A mente vencendo o humor. Artmed, 1999)

Essas são algumas das perguntas que podem ser feitas para que a pessoa tente compreender qual o seu real problema. O plano de ação para as mudanças pode começar por aí, e sempre tendo em mente que qualquer mudança é gradativa e devagar e, por menor que seja, em qualquer uma dessas áreas, acarreta em mudanças nas demais.

Entender o problema já é um grande passo para resolvê-lo!

E se não conseguir sozinho, a terapia pode sempre ajudar!

Até o próximo texto!!

Psicóloga Ticiana Araújo Carnaúba

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