O tal do home office!

Só se fala nele: “Estou trabalhando home office“, “Amanhã começo home office“, “Sextou com home office“.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Nunca se falou tanto em trabalhar em casa! Essa já era a realidade de uma pequena (ou não tão pequena assim) parcela da população produtiva no Brasil, mas em tempos de pandemia, essa realidade virou rotina de quase toda a população.⠀⠀

Trabalhar home office tem suas vantagens: zero custo de transporte ou combustível, maior flexibilidade de horários, estar próximo a família, na comodidade de sua casa. Mas existe um lado obscuro nessa prática : muitas vezes você acaba sendo tragado demais pelo trabalho, não consegue separar funções ou acaba cedendo demais a um chefe (caso tenha!), “você já está em casa mesmo, não custa nada ficar mais 30 minutinhos disponível!” ou “Vamos começar a reunião às 8h, mesmo que seu horário seja 9h, mas você nem precisará se deslocar“. Mas aí está um erro: custa demais! Custa muitas vezes nossa saúde mental e nossas relações familiares.

O home office está aí para testar nossas habilidades de assertividade, de saber dizer não, de organização e de prioridades. Até onde você trabalha e até onde você “está em casa”?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Trabalhar em casa requer alguns cuidados essenciais :

  • tenha horários definidos de início e fim de expediente;
  • troque de roupa (se ficamos de pijama ou “roupas de casa” nosso cérebro não processa muito bem nossa nova rotina);
  • tenha uma rotina estabelecida, horário de acordar e dormir, pausas, horário de ócio e lazer;
  • tenha um lugar próprio para trabalhar (ficar fazendo rotinas de trabalho na cama é furada, além de prejudicar sua coluna);
  • faça pequenas pausas durante o expediente;
  • boa alimentação (não pule refeições) é fundamental, assim como, beber água (dois litros por dia, hein?)
  • saiba dizer não (e sustentar esse não);
  • sábado e domingo continuam sendo finais de semana ok?⠀⠀⠀⠀⠀

E você, como está a rotina de home office por aí?

Vamos juntos (até dentro de casa!)

PROTEGENDO A SAÚDE MENTAL

Olá, pessoal.

Irei aos poucos retomar as atividades por aqui, pois algumas pessoas me perguntaram porque havia parado de escrever para o blog.

E nada melhor do que falar de saúde mental em tempos de retomada e quarentena!

Há algum tempo tivemos uma live incrível no Instagram (se ainda não me segue, tá aí uma ótima oportunidade @psicologaticianacarnauba) sobre como proteger nossa saúde mental em tempos de quarentena e resolvi compartilhar aqui um resumo dela!

Vamos lá.

1) CUIDADO COM O EXCESSO DE INFORMAÇÃO: busque fontes confiáveis e escolha dois momentos no dia para se informar. Claro que temos que nos manter informados sobre o que está ocorrendo, mas overdose de informações pode ser prejudicial à nossa saúde mental. Escolha no máximo duas fontes confiáveis (grupos de WhatsApp não contam) e escolha qual melhor horário para ter acesso a essas informações. Depois disso, desligue e vá utilizar seu tempo de outra maneira.

2) FAÇA COISAS NOVAS E AQUELAS QUE VOCÊ GOSTA: não são férias, mas não precisamos estar 100% com nosso tempo preenchido de tarefas para sermos produtivos. Momentos de lazer e ócio são bem vindos. Aproveita que agora temos tempo e veja aquela série que não conseguia, ou desenterre o vídeo game do armário, busque receitas que sempre teve vontade de aprender. Utilize seu tempo para nutrir seu cérebro de novidades estimulantes.

3) SEJA RESILIENTE E REALISTA: não julgue e tente aceitar ao outro e a si mesmo. Essa pandemia não irá durar para sempre. Uma das grandes dificuldade do ser humano, independente da época que está vivendo é não julgar, os outros e a si mesmo. Seja gentil com você, e entenda que estamos vivendo uma época sem precedentes, e que a resiliência se torna uma ferramenta da inteligência emocional muito importante.

4) SE CONECTE COM PESSOAS: intensifique ligações, mensagens, vídeos chamadas. Vamos utilizar a tecnologia a nosso favor. E também aproveitar para nos conectar com quem está em casa com a a gente. Afastamento social não quer dizer “se isolar”, e isso infelizmente ocorre muito. Não se isole, busque estar presente virtualmente com que você conhece e até mesmo em interações com novas pessoas em lives e fóruns online. Para as pessoas “de casa” aproveite o tempo para refeições juntas, jogos de tabuleiro e conversas olho no olho.

5) CUIDE DO SEU CORPO: movimente-se, coma bem, tenha uma rotina de sono. Cuidas da saúde do nosso corpo é importante para termos uma boa saúde mental. Ao acordar alongue-se, faça pequenas pausas no home office para movimentar-se pela casa, veja aulas de yoga, ou ritmos na internet e tenha um horário pre-definido para isso, além de tentar manter uma boa alimentação, dando mais atenção a alimentos ricos em proteína, para aquela energia. E claro, dormir bem é importante. Tente estabelecer uma rotina do sono, com horários de despertar e dormir.

6) TENHA UMA ROTINA E COLOQUE AS COISAS EM ORDEM: tenha horário para acordar, programe o seu dia (sem esquecer do prazer e do ócio), e aproveite pra fazer aquela arrumação no armário, na gaveta, aquela faxina também tá valendo. Use agendas, planners, aplicativos de organização, e tenha os seus dias visualizados. Separe um dia da semana para se organizar e vá fazendo os ajustes necessários. Nosso cérebro agradece um pouco de ordem dentro do caos.

7) FOQUE NO QUE É POSSÍVEL FAZER: podemos nos afastar socialmente, lavar as mãos, usar álcool em gel, evitar tocar olhos e boca e nariz, ajudar idosos para que eles não precisem sair. Além disso, nada mais está no nosso controle. Abra mão disso, e seja mais gentil com você mesmo!

8) SE PRECISAR, BUSQUE AJUDA: vários profissionais da saúde estão atendendo de forma voluntária (tem no meu feed lá no IG uma lista de Psicólogos), tem o CVV (disque 188), continue a sua terapia – caso já faça, mesmo que online. Não se isole. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza e sim de coragem!

Esse foi o resumo e espero que ajude a vocês! Aproveita e manda essa publicação para todo mundo que você sabe que precisa ler isso todo dia.

Vamos juntos!

Pessoas multipotenciais

Oi, pessoal, tudo bem com vocês?
Andei meio sumida aqui, mas maio foi um mês corrido e me pegou num lapso de desorganização de tempo. Mas vamos consertar isso, certo?

Hoje venho falar de um assunto que me chamou atenção há uns quinze dias, enquanto lia um e-mail das Irmãs Alcântara, do curso do Efeito Orna que estou fazendo. Elas falavam exatamente sobre mulheres multipotenciais.

E resolvi falar um pouco sobre esse assunto: pessoas multipotenciais.

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Pessoas multipotenciais são aquelas que tem necessidade de aprender coisas novas e são regidos por um espírito curioso. São pessoas que não querem apenas saber bem uma só coisa, mas sim são ávidas por explorar nos mais diversos campos do conhecimento. Como elas mesmas dizem no e-mail ser multiprofissional “é ter habilidade em juntar vários interesses de uma maneira criativa e transformá-los, torná-los novos trabalhos, novas ideias, novos empreendimentos e aprender novas habilidades de forma rápida“.

Essa definição também me lembrou o Bruno Rodrigues do Marketing para Psicólogos, quando ele diz em seus cursos que você não precisa fazer dinheiro na psicologia somente na clínica, e questiona: “onde mais você pode atuar na sua área“? Isso é ser multipotencial.

Pessoas multipotenciais mesclam habilidades e aptidões diversas e são bons em todas elas. Mas isso não quer dizer que não possam focar em apenas uma atividade quando queiram. Outro ponto importante sobre as pessoas multipotenciais é que em sua maioria elas são empreendedoras, e ousam no que acreditam. Os multipotenciais são além de tudo pessoas capazes de se adaptar rapidamente às mudanças que ocorrem ao seu redor, tendo um alto poder de resiliência e pensamento estratégico rápido.

E ser multipotencial é como já diz seu nome, ter, desenvolver e desempenhar múltiplos papeis com seus potenciais. O multipotencial com certeza irá desempenhar diversos papeis e criar outros tantos. E todos muito bem feitos. As combinações de potenciais, experiências e interesses são infinitas e geram muita diversidade.

Tem um vídeo da Emilie Wapnick onde ela explica os multipotentialite como ela chama os multipotenciais que vale a pena ver. Basta clicar no nesse link (o vídeo está em inglês). E ainda sobre a Emilie, ela destaca três características fortes dos multipotenciais: 1) Síntese de ideias (combinar talentos e criar algo novo a partir daí); 2) Aprendizagem rápida e 3) Adaptabilidade.

Me considero uma pessoa multipotencial (e também por isso o texto do e-mail me chamou atenção). Sou psicóloga clínica, orientadora profissional, publicitária, gestora em comunicação corporativa (por formação e ocupação), mas também supervisora clínica, palestrante, empreendedora (já rolou o EmpreendePSI vem aí em Julho o Dialogus), social media, faço resenha de livros e filmes, e por aí vai. E antigamente esse fato de ser muita coisa junta não era bem visto por todos e confesso que me incomodava, mas sempre fez sentido para mim, pois eu pensava: “porque preciso ser apenas uma boa coisa, se posso ser tantas?” E isso também me motivou.

E isso vem desde a Renascença. Algum nome de pessoa multipotencial vem em mente? Pintor? Roteirista? Cientista? Romancista? Ator? Escritor? Arquiteto? Engenheiro? Anatomista? Lembrou de alguém assim? SIM! Leonardo Da Vinci foi um mutipotencial de destaque,  mas até ele sofreu consequências negativas por ser assim em sua época.

Li também um texto da Renata Lapetina, “13 sinais que você é multipotencial” e achei bem bacana, e você também pode ler aqui! Além disso, a Renata tem uma página no Facebook sobre o assunto e um site, o Multipotenciais do Brasil! Já estou por lá aprendendo muito!

E você? Se identifica com as pessoas multipotenciais? Achou o texto interessante? Me conta nos comentários, ou me manda um e-mail ticiana27.11@gmail.com

Um abraço e até o próximo texto,

Ticiana.

Dica: Jogo do Eu

Bom dia pessoal!

Hoje venho aqui dar uma dica para a prática clínica: o Jogo do Eu!

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Esse é na verdade um livro de autoconhecimento que R D Silva transformou em jogo e eu particularmente gosto, e uso bastante.
O Jogo é um livro com páginas soltas e com isso permitem quem está lendo (ou jogando) a de fato interagir com seus textos de forma prática e bem direta.

A dinâmica dele é simples, e você pode utilizar o Jogo do eu tanto nas sessões, quanto como atividade entre encontros, uma espécie de plano de ação, como chamamos na terapia cognitivo comportamental. Após embaralhar as cartas, a pessoa escolhe aleatoriamente cinco cartas e as lê, devendo escolher apenas uma para praticar e devolvendo as demais para o monte. E isso é bacana, pois o propósito do jogo é que você tenha a oportunidade de interagir com todas as cartas.

O Jogo do Eu é uma experiência que você leva para a sua vida cotidiana, proporcionando vivências de autoconhecimento onde seu objetivo é vencer as suas próprias barreiras.

Utilizo o Jogo do Eu com muita frequência na clínica e tenho um bom feedback dos pacientes. E uma coisa que acredito ser interessante, o Jogo do Eu não se restringe somente a TCC, podendo ser utilizado nas diversas abordagens da Psicologia.

Olha ele aí marcando sempre presença!!!!

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A leitura do Jogo do Eu é na verdade uma jornada! Arrisque-se e viva mais autoconscientemente!

 

Ótima semana e até o próximo texto!

Um abraço,
Ticiana

 

A coragem de ser você

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Oi, pessoal, o texto dessa semana do blog vai ser um pouco diferente, pois trago uma reflexão, mais do que dados concretos.

A ideia me surgiu do cotidiano mesmo, talvez por estar lendo “A coragem de ser imperfeito” de Brené Brown (inclusive o título vem daí), ou também por estar vendo, principalmente nas redes sociais, movimentos de “aceite-se” cada vez mais importantes.

Pessoas como a Rayza Nicácio (@rayzanicacio), a Mirian Bottan (@mbottan), a Carolinie Figueiredo (@carolinie_figueiredo), a Samara Felippo (@sfelippo), a marca aqui de Salvador Quero Bloom (@querobloom), a Iasmine Fernandes do #vamoscachearomundo (@vamoscachearomundo) para citar algumas pessoas que estão fazendo exatamente isso, tendo coragem de serem elas mesmas. Seja assumindo os cachos, o corpo, as ideologias, a rédea da vida, as imperfeições, elas estão se assumindo, e é muito bonito de ser ver.

E por conta de tudo isso, eu te pergunto: você tem coragem de ser você mesmo? De assumir o que você gosta? De assumir as suas decisões? De assumir que você é um ser imperfeito, e está tudo bem. Aliás, a sociedade dita “perfeições”, padrões que nós aprendemos que devemos cumprir, mas tenho percebido que esses padrões estão sendo quebrados. Afinal, a vida é mutável, na época renascentista “as gordinhas” eram o padrão de beleza, nos anos 80 as ombreiras reinavam, no passado alisar o cabelo era ser bonita. E isso está mudando. Por que você também não muda o seu jeito de se olhar?

Porém é importante dizer que se aceitar não é sinônimo de não se cuidar. Às vezes as pessoas tem a falsa ideia de que quando a pessoa se aceita ela “não tem mais trabalho”, se ela assume os cachos, ela não tem mais que ir no salão; se ela assume “as gordurinhas” para que fazer exercício? Não. Não. Não. Se cuidar é necessário até nas suas imperfeições. Exercite-se , cuide-se, ame-se. Mas como você é. E evolua sempre. Busque sempre o seu melhor, e não o melhor para o outro. Assumir quem você é, é fazer de você a pessoa mais importante do seu mundo! Afinal, não é a toa (nem maldade!) que quando as máscaras de oxigênio caem num voo, você deve colocar primeiro a sua, pois como você irá cuidar e ajudar os outros se não estiver bem?

Viva com ousadia!! E aqui trago o inicio do livro de Brené Brown, quando ela diz que viver com ousadia é se entregar por completo, é ser vulnerável, e saber que essa vulnerabilidade  é compreender que o ser humano precisa de vitórias e derrotas. Precisamos ter coragem de viver, de entrar na “arena da vida” sendo nós mesmos. Ser perfeito não existe na realidade, e é um padrão que ninguém nunca vai alcançar. Viver com ousadia é ter coragem de ser você, tomar as rédeas da sua vida e partir para o sua viagem, que é só sua. Tome coragem. Viva!

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Obrigada por ler até aqui e até o próximo texto!

Ticiana.

Técnica A.C.A.L.M.E-S.E

Ansiedade, quem pode dizer que está livre dela? Mas ao contrário do que muitos pensam, a ansiedade é fator estruturante do ser humano. TODOS temos ansiedade. O que difere de algo “normal” ou “disfuncional” é a intensidade e como lidamos com ela.

Por notar que a ansiedade vem se tornando cada vez mais a vilã dos dias atuais, resolvi trazer para a nossa postagem da semana uma técnica que é eficiente para controlar a ansiedade.

A.C.A.L.M.E.-S.E

A técnica foi criada pelo terapeuta cognitivo comportamental e professor Bernard Rangé, e consiste em passos para, como o nome mesmo sugere, acalmar-se. Quando se tem crises de ansiedade, ou alto níveis de estresse, esses passos sugeridos por Rangé irão ajudar a você a manter-se sereno.

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A técnica é composta de 8 passos:

Passo 1: Aceite a sua ansiedade –> isso mesmo. Não lute contra ela. Converse com ela. Aceite que ela está ali por alguma razão. Substitua suas emoções ruins pela emoção de aceitação. Quanto mais lutamos contra algo, mas aquilo cresce.

Passo 2: Contemple tudo a sua volta –> saia de você. Conecte-se com o que está ocorrendo ao seu redor. Você não é a sua ansiedade. Descreva o que ocorre no mundo externo a você. Tire a atenção do seu interior.

Passo 3: Aja como se não estivesse ansioso. “O que eu faria agora se estivesse tudo bem?” Tente diminuir o ritmo. Não fuja da realidade achando que irá fugir da ansiedade.

Passo 4: Libere o ar dos pulmões lentamente. Inspire e expire de forma lenta e gradual. Sem pressa. Sem certo ou errado. Apenas deixe que o ar circule.

Passo 5: Mantenha os passos anteriores. Refaça-os outra vez na mesma ordem –> aceitar, contemplar, agir e respirar.

Passo 6: Examine seus pensamentos –> sem precipitações. Apenas veja como está pensando. Procure analisar seus pensamentos e busque traços de realidade neles. Pense racionalmente.

Passo 7: Sorria, você conseguiu! Olha só, você já chegou aqui, e posso acreditar que já se sente melhor. A vida é feita de fases e você está conseguindo passar por essa. Aceitando sua ansiedade, logo você estará sabendo lidar com ela cada vez melhor.

Passo 8: Espere pelo futuro com aceitação. A ansiedade não vai desaparecer como em um passe de mágica. Mas tenha em mente que da próxima vez que ela aparecer, você já estará mais seguro para entendê-la.

Esse é o passo a passo da técnica A.C.A.L.M.E-S.E do professor Rangé.

Uma dica? Familiarizar-se com ela é a melhor opção, e por isso, não deixe para tentar fazê-la somente quando estiver em uma crise de ansiedade. Leia o passo a passo quando estiver bem e isso fará com que você esteja ainda mais preparado.

Vamos juntos?

Espero que tenham gostado do texto.

Até  a próxima.

Ticiana

Dica de livro: Como falhar na relação? Os 50 erros que os terapeutas mais cometem.

Hoje vamos falar de um livro bem bacana que li há pouco tempo.

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Como falhar na relação? Os 50 erros que os terapeutas mais cometem, do Bernard Schwartz e John V. Flowers, é um livro bem interessante de ser lido por psicólogos e terapeutas, principalmente para aqueles que estão no início da vida clínica.

No livro, os autores trazem como objetivo falar sobre esses tais erros mais comuns de forma detalhada e confiável. Eles abordam também a temática de que na graduação somos sempre ensinados com base na teoria, porém as questões mais práticas e que envolvem “jogo de cintura” e criatividade nem ao menos são abordadas.

Falta a noção prática de como falar de fato com o seu cliente! Perguntas básicas tais como “o que devo dizer no início?” ou “como quebrar o gelo?” são algumas das quais os autores pretendem abordar na obra, e sempre de forma agradável, de fácil leitura  e de forma bem prática, baseados nas suas próprias experiências clínicas, como também nas suas vivências no acompanhamento de jovens terapeutas e colegas. Eles fizeram uma compilação desses erros e trazem em forma de aprendizado.

O livro aborda erros desde antes de se iniciar a terapia, aqueles que dizem respeito às expectativas do cliente, quanto dos próprios terapeutas; erros de avaliações incompletas; erros baseados no fato de ignorar a ciência (porque sim, não podemos esquecer, a psicologia é uma ciência!); erros que levam a não colaboração do cliente; aborda também erros que fazem qualquer relação terapeuta – paciente ser destruída; erros no estabelecimento de limites; dentre alguns outros. O ponto chave do livro? O fato de que os autores nos presenteiam como uma sessão “como evitar o erro” ao final de cada um dos 50 que são listados.

Esse livro me fez pensar no meu início na clínica, quando eu também tive as minhas dúvidas, e parti do zero, pois naquele momento não contava com nenhum livro como esse, nem com algum tipo de supervisão, tendo como modelo aulas de campo (bem raras, vamos admitir) da época da faculdade.

O maior segredo para não errar, talvez seja, ser você mesmo, sem máscaras ou interpretação de papeis. No entanto, tenha sempre atenção aos seus sentimentos, e leve seu cérebro junto. Saber todas as teorias não é garantia de sucesso!

Gostou desse texto? Deixa seu comentário se você quer mais indicações de livros por aqui!

Até a próxima!

 

Ticiana

 

Cartões de enfrentamento: você sabe o que é e para que serve?

 

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Na terapia cognitivo comportamental buscamos mecanismos para melhorar a o dia a dia do indivíduo.
Às vezes, o nosso pensamento é traiçoeiro e nos prega peças, e esses pensamentos são ditos disfuncionais, ou seja, não funcionam para nossa saúde mental.
Um dos mecanismos que temos disponíveis na TCC são os cartões de enfrentamento.
Mas o que são esses cartões?
Os cartões de enfrentamento são frases motivacionais e realistas que ajudam as pessoas a manterem o foco, ou a verem as coisas por uma lente menos negativa, naqueles momentos em que tudo parece desmoronar.
A ideia é pedir para o cliente/ paciente que escreva em um cartão frases que o ajude a passar por alguma situação desafiadora e conseguir forças para tal.
Essa estratégia é muito boa para pacientes com ideação suicida, como também para os procrastinadores e com humor depressivo. São lembretes de que a vida e as metas valem a pena.
Fazer um cartão de enfrentamento teoricamente é fácil, basicamente é colocar nele motivos reais para continuar ou começar algo. A dica é fazer esse cartão em um momento em que as coisas estejam relativamente bem e suas ideias estejam tranquilas. Após feito, ele deve estar sempre com você, por isso, é importante que o seu cartão de enfrentamento seja de um tamanho ideal para estar na bolsa ou na carteira. Hoje em dia com a tecnologia, até o bloco de notas do celular pode servir de lugar para fazer o cartão de enfrentamento.
E quando ler o seu cartão? Assim como nos preparamos para tudo na vida, o cartão de enfrentamento deve ser lido todos os dias, de preferência pelo menos duas vezes, mesmo que nesses momentos você esteja se sentindo motivado. É sempre bom reforçar esse ânimo e ajuda a criar um hábito. Afinal, quando estamos acostumados a algo é sempre mais fácil realizar qualquer tarefa, correto?
Você pode fazer vários cartões de enfrentamento: porque devo viver? porque não comer besteiras? porque continuar naquele curso? porque investir em algo? Se aquilo for bom e valer a pena, sempre bom relembrar o motivo.

E aí? Esse texto te ajudou de alguma forma? Me conta nos comentários ou me manda um e-mail ticiana27.11@gmail.com vou adorar saber o seu feedback!

Lembrando também que nenhum texto aqui substitui o processo de psicoterapia.
Não está conseguindo sozinho? Busque ajuda!

Até a próxima,

Ticiana.

Dica de livro: “As 10 bobagens mais comuns que as pessoas inteligentes cometem…”

Olá, pessoal!

Hoje vamos falar sobre um livro bem bacana que tenho lido: “As 10 bobagens mais comuns que as pessoas inteligentes cometem e técnicas eficazes para evitá-las” do Dr. Arthur Freeman e Rosa DeWolf.

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O livro é sensacional, e de fácil leitura (e não é restrito a psicólogos!). A começar pelo título que foi a primeira coisa que me chamou atenção. E a ideia do livro é bem direta: as pessoas inteligentes – aquelas que são bem sucedidas e estão indo bem na vida – às vezes se deixam abalar por problemas, muitas vezes, desnecessários. São erros tolos, e que muitas vezes não conseguimos nem explicar o porque cometemos, mas eles estão ali, para dá aquela sacudida de realidade na nossa rotina.

Mas que erros seriam esses? São as famosas “mancadas”, “bolas foras”, aquele branco na hora de apresentar um trabalho, ou aquela frase que foi dita em um tom errado, a insegurança que às vezes surge do nada ou até mesmo o ataque de fúria que nem sempre pode ser atribuído (no caso de mulheres) à famosa TPM. Aqueles momentos que a inteligência emocional fala mais alto do que a inteligência racional.

O livro trás o prefácio escrito pelo Aaron Beck – “pai” da teoria cognitivo comportamental, e logo na introdução nos chama para reconhecermos quais são essas dez bobagens do título, falando sobre emoções, ações, e nos brinda com um teste para descobrir quais são as bobagens que cada um de nós faz. E aqui é a grande sacada do livro: você deve ser verdadeiro consigo mesmo para que o seu resultado seja real e que a leitura possa ser proveitosa. Teste feito, os autores indicam quais capítulos devem ser lidos com mais atenção, pois nele estará a tal bobagem que você descobriu que faz, e como evitá-la.

Para os curiosos – ou profissionais/ estudantes de psicologia – recomendo a leitura do livro todo, pois para nós profissionais, ele é um ótimo aliado na clínica.

A obra é da Editora Guarda-Chuva e tem 293 páginas.

Recomendo realmente esse livro! O único porém, é que ele não é tão fácil de achar, mas vou deixar aqui o contato da editora e da BoookPsi – distribuidora na qual eu comprei o meu.

Editora Guarda-Chuva –  editoraguardachuva.com.br/ @editoraguardachuva
BookPsi – www.bookpsi.com.br/  @bookpsi

Ficou com alguma dúvida deixa um comentário ou manda um e-mail ticiana27.11@gmail.com

Até o próximo post.

Ticiana Araújo Carnaúba
(Psicóloga clínica e orientadora profissional)

Como funciona a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)


A Terapia Congnitivo comportamental ou TCC é uma das linhas teóricas da psicologia. É a linha na qual atendo meus pacientes. E é aquela que mais me identifico.

Mas como ela funciona? De forma simples, irei explicar o funcionamento básico dessa forma de fazer psicologia.

A TCC, como seu nome já diz, trabalha no âmbito da cognição (pensamentos) e do comportamento, aliando um ao outro. Ela entende que pensamentos regem os comportamentos, e se algo que você faz, não está do seu agrado, busque entender como você está pensando.

A terapia é feita em clínica, com sessões semanais, de duração de cinquenta minutos cada, porém não é uma terapia onde o cliente/ paciente somente fala, ele age também.

A fala e a escuta são importantes na TCC, mas por se tratar de uma linha teórica que prioriza também o comportamento, este não poderia
deixar de se fazer presente por meio de ações propostas. Ações essas que os terapeutas cognitivos comportamentais chamam de “atividades” ou mais recentemente de “planos de ação”, que nada mais são do que indicações de tarefas para serem feitas entre sessões, para que se tenha uma maior continuidade no que vem sendo feito durante os encontros.

Além disso, a TCC tem como objetivo maior, transformar o cliente/ paciente em seu próprio terapeuta. Sim! Ao fazer terapia na TCC, você adquire ferramentas para seguir sozinho depois de um tempo!
A premissa básica é “mude seu pensamentos, e mudará suas ações
(comportamento)”. Mas o inverso também se faz presente, pois muitas vezes, é necessária uma mudança de comportamento para que pensamentos sejam modificados.

Muitos acreditam que a TCC é mecânica e que não se aprofunda, ou apelidam ela de “mágica”, pois há promessas de melhoras em pouco tempo. Mas não, isso não é verdadeiro. A TCC pode ajudar em curto espaço de tempo algumas pessoas? Sim, pode. Mas em casos pontuais, de pessoas que buscam terapia para fobias, por exemplo, mas existem demandas que são mais sólidas e que necessitam de um maior tempo de trabalho. E sim, a TCC se aprofunda, mas
de um jeito prático, onde o cliente/ paciente é ator principal em sua própria mudança.

Não aceite promessas mágicas, nem na TCC, nem em nenhuma
outra abordagem.
Faça terapia. Busque ajuda.

Tem mais dúvidas sobre esse processo ou quer agendar uma sessão de avaliação, entre em contato (71) 9 9280 0204.
Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional CRP 03 11253)