Terapia de casal

Olá, pessoal, hoje vamos falar um pouco sobre a terapia de casal. Um assunto ainda delicado dentro da psicologia.

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Quando procurar? Quem pode fazer? Quais os resultados esperados? Todos esses são questionamentos que muitos clientes se fazem. E vou tentar responder da maneira mais clara possível.

A terapia de casal é uma “ferramenta” tanto de ajuda e recuperação, quanto de manutenção. Ela é feita com o casal – independente do seu gênero – e ambos devem estar minimamente de acordo com o processo.

Quando procurar a terapia de casal? Essa é uma pergunta muito frequente, e também muito relativa. Em sua maioria, os casais que buscam terapia juntos, assim o fazem quando o seu relacionamento já não está bom, ou quando algo não está funcionando como antigamente. Nesse sentido, a terapia irá funcionar como algo para remediar ou consertar algo que se rompeu. Após traições, ou quando a comunicação não está funcionando, quando a rotina sexual do casal não está boa, ou até mesmo quando o casal vivencia a saída dos filhos de casa – o que a Psicologia chama de “ninho vazio” – são as causas mais comuns de busca de ajuda, nessas situações. Porém a terapia de casal também pode ser buscada antes do relacionamento dar sinais de desgastes. Alguns casais entendem a importância de autoconhecimento, e buscam a terapia juntos para manter o bom funcionamento da relação.

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Quem pode fazer terapia de casal? Namorados, noivos, casados, aqueles que se encontram em união estável, casais homoafetivos, enfim, quaisquer formação é válida quando a vontade é mútua.

Quais os resultados esperados? Muitos ainda tem a ideia de que a terapia de casal irá “salvar o relacionamento”, mas não é necessariamente essa o único desfecho. Existem casais onde a terapia realmente ajuda a relação a melhorar, como existem casais que após um período em terapia, optam por terminar a sua relação. A terapia tem como objetivo a melhora de qualidade de vida, independente de juntos ou não. Cada caso é um caso, e por isso, cada desfecho pode ser diferente.

Como é feita a terapia de casal? Geralmente são sessões semanais, onde ambos estão presentes. Ocasionalmente, podem ocorrer sessões separadas para trabalho de demandas específicas, mas sempre com o consentimento de ambas partes, e sendo mantido o sigilo por parte do terapeuta.

 

Ficou com alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato pelo e-mail ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

Você sabe o que é Psicoterapia?

Começo hoje aqui a falar sobre os serviços com os quais eu trabalho na Psicologia.

O primeiro post será sobre o “mais comum”: a Psicoterapia em si. E quando digo que é o mais comum, falo pelo fato de que quando as pessoas pensam em “psicólogo(a)” eles associam logo à clínica e à terapia. Mas será que você sabe realmente como é feito o processo da terapia?

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Falarei aqui, da terapia Cognitivo-comportamental, visto que, é a abordagem que eu trabalho, mas existem muitas outras formas de “fazer psicologia”.

A psicoterapia cognitivo-comportamental tem como “pai” o Aaron Beck, que “concebeu uma psicoterapia estruturada, de curta duração, voltada para o presente, direcionada para solução de problemas atuais e a modificação de pensamentos e comportamentos disfuncionais” (BECK, 2011, p. 22). E essa ideia surgiu para o tratamento da depressão, porém hoje em dia a TCC (como ela é conhecida) é eficaz para praticamente todos os tipos de situações nas quais a pessoa precise de ajuda.

As sessões de TCC são estruturadas, para que sejam ainda mais produtivas. Elas constam de início, meio e fim, onde o cliente sempre dá o seu feedback da sessão, para que o processo possa sempre estar de acordo com as suas necessidades.

A psicoterapia consiste em encontros semanais, com duração média de cinquenta minutos, onde o cliente é personagem ativo. A escuta é feita, mas também fazemos uso de atividades práticas, sejam na sessão, como aquelas que chamamos de “planos de ação”, onde o cliente entre sessões faz algo que esteja em relação ao que vem sendo trabalho em terapia. É uma abordagem didática e ativa, onde faz-se uso de técnicas, leituras e discussões. Nas sessões, o cliente tem o seu espaço neutro, sem julgamentos, ficando livre para trazer o que tem lhe causado algum tipo de prejuízo psicológico. Lembrando sempre do sigilo absoluto por parte do terapeuta.

Alguns ainda apresentam resistência com a TCC, pois dizem que ela é “superficial”, “não trabalha o passado”, “parece escola com deveres de casa”, mas todas essas afirmações não são verdadeiras, pois não há superficialidade na TCC, trabalhamos sim o passado (embora ele não seja nosso foco), e as atividades são essenciais para que o cliente seja empoderado, afinal, a maior proposta da TCC é que o cliente, com o tempo necessário, se torne o seu próprio terapeuta.

Faça terapia. Ela pode ajudar.

Ficou com alguma dúvida sobre o processo? Entre em contato pelo e-mail ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

Nova identidade visual

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Uma nova identidade. Do jeito que eu queria!

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Como atuo:

🔹 Psicoterapia
🔹 Orientação Profissional
🔹 Avaliação Psicológica
🔹 Clínica Social
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Você é maduro emocionalmente?

Hoje em dia muito está se falando em maturidade emocional. Mas você sabe realmente o que é ser maduro emocionalmente?

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Quando falamos em maturidade, a questão da idade logo vem à mente, mas em se tratando da maturidade emocional, a idade pouco importa. Para Marli Guári, “a maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, com a cabeça e o coração em perfeita sintonia. Amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que gostaríamos“.

Talvez a maior característica de uma pessoa madura emocionalmente seja a sua tolerância a frustrações. Problemas, todo mundo tem, mas como você encara esses problemas é que demonstra o seu grau de maturidade emocional. O médico psicanalista Flávio Gikovate afirma que “pessoas maduras também se aborrecem com as frustrações, mas não “descarregam” sua raiva sobre terceiros que nada têm a ver com o que lhe ocorreu“.

Podemos dizer ainda que a maturidade emocional tem uma relação muito íntima com o que chamamos de inteligência emocional, com responsabilidades para consigo mesmo, e com disciplina e controle de emoções. Porém é preciso salientar que o controle aqui falado nada tem a ver com repressão de sentimentos, e sim com saber o que sente, porque sente e como fazer uma boa análise e uso desse sentimento.

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A Joana Borges, do Centro de Estudos da consciência, lista alguns itens para uma maturidade emocional, tais como:
– Ser responsável por si mesmo e não culpar alguém pelos erros cometidos
– Não usar desculpas para os fracassos que venha a obter
– Agir isento de emoções e preconceitos
– Aceitar o inevitável
– Automotivação e Bom humor
– Autoconhecimento
– Auto-estima
– Ser cooperativo
– Compartilhar
– Lidar bem com as críticas
– Ser independente
– Empático e sensível às necessidades dos outros.

Uma pessoa que não tenha chegado a um estágio de maturidade emocional, pode ser comparada como uma “criança”, pois age em determinados momentos tal como um pequeno fazendo “birra” quando algo não sai exatamente do seu agrado. Pessoas com imaturidade emocional são aquelas que vivem se queixando de tudo e de todos, pelo simples fato de que as coisas não saem “do seu jeito”. No entanto, esse estado é algo mutável, podendo ser superado e modificado. Uma pessoa emocionalmente imatura pode vir a se tornar madura emocionalmente, basta querer mudar e aceitar a mudança.

Diante do exposto, eu questiono: você se considera maduro emocionalmente? O que você tem feito pela sua maturidade emocional?

Se quiser saber mais sobre esse assunto, envie um e-mail para: ticiana27.11@gmail.com e terei o prazer de responder.

Até o próximo texto,

Ticiana Araújo Carnaúba.

Você consegue compreender o seu problema?

Muitas vezes na clínica, recebo pacientes que sabem que algo não está “normal” em suas vidas, mas ao mesmo tempo, não conseguem saber o que realmente lhes aflige.

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Na terapia cognitiva comportamental temos o que é chamado de “aspectos da vida” que pode nos ajudar a identificar onde está o real problema de cada um. São 5 aspectos que se interligam: O ambiente, os pensamentos, as reações físicas, os estados de humor e os comportamentos.

Esses 5 aspectos estão interligados e cada um dos cinco componentes afeta e interage diretamente com os demais. Por isso, eles devem ser identificados e analisados como um todo.

Mas, como identificar tais componentes? Algumas perguntas simples podem ajudar:
a) para o Ambiente: tem ocorrido mudanças em minha vida? Posso citar eventos que tenham sido estressantes para mim atualmente? Existem dificuldades que venho enfrentando no meu cotidiano? Existem problemas do passado que ainda me assombram?
b) para as Reações Físicas: quais sintomas físicos me incomodam? Notei alguma mudança física em mim nos últimos tempos?
c) para os Estados de Humor: com apenas uma palavra como posso descrever o meu humor?
d) para os Comportamentos: que comportamentos gostaria de modificar? Estou evitando situações e pessoas? Em quais áreas gostaria de mudar como eu sou?
e) para os Pensamentos: quais os pensamentos mais frequentes que tenho em momentos de humor forte? Quais pensamentos tenho tido em relação a mim mesmo e a outras pessoas? Que imagens e/ ou lembranças me vêm a mente?

                                              (FONTE: A mente vencendo o humor. Artmed, 1999)

Essas são algumas das perguntas que podem ser feitas para que a pessoa tente compreender qual o seu real problema. O plano de ação para as mudanças pode começar por aí, e sempre tendo em mente que qualquer mudança é gradativa e devagar e, por menor que seja, em qualquer uma dessas áreas, acarreta em mudanças nas demais.

Entender o problema já é um grande passo para resolvê-lo!

E se não conseguir sozinho, a terapia pode sempre ajudar!

Até o próximo texto!!

Psicóloga Ticiana Araújo Carnaúba