Fobia social: você tem?

Você sabe identificar uma fobia social?

Muitas pessoas pensam que fobia social é “medo de gente”, e por isso, acreditam que não são fóbicos sociais. Mas o problema é um pouco diferente. Você pode sair, interagir, e mesmo assim ser um fóbico social (e sua fobia ainda não estar em um nível mais grave)!

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Fobia social na verdade é o medo de consequente desaprovação ou rejeição por parte dos outros (DSM-IV), ou seja, é o medo excessivo de ser visto se comportando de forma humilhante ou embaraçosa, em decorrência de demonstração de ansiedade ou desempenhando de modo inadequado perante outras pessoas.

Podemos dizer então que, fobia social é o medo de ser julgado.

Em casos extremos, pode sim ser incapacitante, pois, é um transtorno que pode gerar muitas limitações, já que o contato humano é fundamental.

É um transtorno intimamente ligado à ansiedade, onde falsos alarmes de estímulos perigosos são constantemente ativados, e em sua maioria, de forma antecipatória. Os sujeitos fóbicos avaliam de forma negativa o próprio desempenho social, e julgam que irão, de forma fisiológica, transparecer essa incapacidade para o outro.

Uma característica central da fobia social é o medo de avaliação negativa, o que nos leva a concluir que fobia social não é medo de gente, e sim medo do julgamento do outro.

O que ocorre com essas pessoas? Muitos deles começam a utilizar de comportamentos de segurança para melhorar a sua funcionalidade, ou seja, passam a ter comportamentos que evitem a situação temida. Porém o que parece ser “bom”, acaba por fortalecer a fobia. Funciona como uma válvula de escape, mas que não resolve o problema. Mas por que isso acontece? Porque eles servem para potencializar os sintomas, aumentam o autofoco e acabam por contaminar a situação social. O ponto chave desses comportamentos de segurança é a evitação, e por esse motivo, que as pessoas passam a evitar eventos sociais, reuniões, e situações onde possam vir a ser avaliados, gerando assim, um afastamento gradativo das pessoas em seus ciclos de amizade, o que pode gerar a disfuncionalidade na vida, e um consequente isolamento social.

Se percebeu como um fóbico social, o melhor a fazer é procurar um especialista e conversar a respeito. Busque ajuda! E a terapia pode ajudar!

 

Ficou com alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

Por que desistimos tanto da terapia?

Hoje resolvi fazer um texto diferente, menos “científico” e mais “pessoal”, trazendo um pouco da minha percepção enquanto psicóloga clínica.

Atuo na clínica já há quase três anos, e percebo o número significativo de pessoas que iniciam a terapia, e em determinado momento deixam, ou pedem um tempo (e não voltam mais!), ou até mesmo somem. As justificativas são as mais variadas, e todas “verdades” para cada um. Mas fica a dúvida: por que desistimos tanto da terapia?

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Acredito que tenha raiz no conceito em si de terapia que a maioria das pessoas ainda tem: algo meio “mágico“; “que irá resolver meus problemas“; “Um lugar que eu vou e uma outra pessoa irá me dizer o que fazer“. E não é bem assim que ocorre.

A terapia é um local de acolhida, de escuta, de busca e de ajuda, mas o ator principal é o cliente/ paciente, e não o terapeuta. Não basta ir toda semana para o consultório, estar presente durante 50 minutos, e não levar para sua vida as mudanças que a terapia oferece. O que começa no setting terapêutico, continua no cotidiano, senão você não entrou em terapia, meu caro.

Terapia não é só prazer, não é só alguém validando suas escolhas, e sim, é um momento em que livre de julgamentos, você poderá visualizar o que lhe afeta por outros ângulos, ter uma outra forma de ver as coisas. Mas quem irá ver é você e não seu terapeuta.

Algumas pessoas deixam a terapia porque ela “machuca”, “dói”, porque falar de determinados problemas é ruim. Sim! Não existe terapia fácil, nenhuma mudança é. Há sofrimento, há quebra de rotina, há desafios, mas há também um profissional disposto a te ajudar quando você não conseguir ir sozinho.

Outras pessoas deixam a terapia porque “existem outras coisas mais importantes no momento”, e enquanto a terapia não tiver real importância em sua vida, ela nunca será prioridade, e sempre será o primeiro corte feito. Algumas outras pessoas, ainda deixam a terapia porque é “muito caro”, e não entendem que terapia não é gasto, é investimento. Investimento em sua saúde mental, em seu bem estar, em sua autoconsciência.

E existem ainda aquelas pessoas que começam a não enxergar benefícios na terapia. Mas será que eles não existem? Sempre pontuo com meus clientes/ pacientes que as mudanças são lentas, às vezes pouco perceptíveis, mas se houver engajamento da parte dele(a), os benefícios serão notados. Tenha paciência com a terapia, ela não é mágica!

Os motivos são inúmeros, e aqui não desvalido nenhum deles, mas ainda tenho esperança do dia em que a terapia não está no topo da lista de “cortes”, e será levada a sério e até o fim. Se é que ele (o fim!), existe.

Faça terapia. Ou melhor, continue na terapia. Ela com certeza irá ajudar.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

OPC – orientação profissional e de carreira

Olá, pessoal.

Vamos falar um pouco mais sobre Orientação Profissional e de Carreira?

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Já falei sobre esse assunto aqui no blog, mas nunca é demais esclarecer dúvidas, e por isso, vou falar de coisas mais práticas, e menos teóricas. Se quiser ler o que já escrevi, clica aqui.

O Orientação Profissional pode ser buscada por pessoas que se encontram no momento da primeira escolha, ou aquelas que já passaram dessa fase, mas não se encaixaram na profissão escolhida. Já a orientação de carreira, é voltada para aquelas pessoas que já passaram pela decisão, já estão no mercado de trabalho, continuam querendo atuar no que escolheram, mas não estão sabendo que rumo dar em suas vidas profissionais.

Lembrando que aqui explico muito da forma de como eu atuo, o processo que faço de orientação, seja profissional, de carreira, ou ambas, vai além de aplicação de testes psicológicos, sendo estes, ferramentas do processo, mas não o processo inteiro.

Geralmente o processo envolve 8 a 10 encontros, semanais, ou quinzenais, com duração de um ou duas horas, onde além dos testes, faço entrevista, elaboramos tarefas lúdicas, onde a pessoa se implica em seu próprio processo de orientação. É algo construído da melhor maneira, e de certa forma personalizado a partir da demanda do cliente. A orientação pode ser feita de forma individual ou em grupo.

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Outra dúvida frequente de quem busca a OPC é saber se ao final terá a resposta certa do que escolher. E a resposta é NÃO necessariamente. O processo de orientação é como o nome já diz, uma “orientação”, e não uma decisão feita por outra pessoa sobre a escolha que deve ser feita na vida profissional de alguém. Orientador profissional não decide nada, ele acompanha o processo de autoconhecimento do orientado para que ao final, a escolha possa ser feita de maneira mais segura e assertiva.

 

Ficou com alguma dúvida em relação a esse tema? Entre em contato pelo e-mail ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

Avaliação Psicológica

Olá pessoal!

Dando continuidade às postagens sobre os meus serviços na clínica, hoje vou falar sobre a avaliação psicológica, com ênfase em porte de arma e concursos públicos.

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Muitos ainda não sabem, mas é o psicólogo quem emite tais laudos.

Alguns concursos públicos, quando o candidato é aprovado, solicitam um laudo de avaliação psicológica, e esse documento deve ser elaborado por um profissional da psicologia capacitado, pois existem certos aspectos que devem constar nesses documentos, que somente o profissional de psicologia é apto para realizar. O mesmo ocorre com pessoas que desejam tirar ou renovar o porte de arma.

Mas por que o profissional de Psicologia é capacitado para tal tarefa? Porque uma avaliação desse porte é feita a partir de testes psicológicos, os quais, somente os profissionais da Psicologia estão habilitados para realizar. São feitos testes de atenção, inteligência, raciocínio lógico, personalidade para que sejam validadas informações acerca do candidato, de forma correta.

Um cuidado que as pessoas devem ter é com os “falsos” profissionais que dizem estarem aptos para tal função. Sempre que buscar um profissional de psicologia, ele deve estar inscrito em seu Conselho regional e caso solicitado, fornecer o seu número de inscrição. Outro cuidado que deve ser levado em conta são com pessoas que publicam na internet “dicas” de como passar em tais testes. Essas dicas são na verdade falsas ilusões. Não se deixe enganar!

As sessões de avaliação geralmente duram duas horas, onde são feitos testes psicológicos e entrevista por parte do psicólogo. Os candidatos devem dormir bem, se alimentar e estarem dispostos para o processo.

Ficou com alguma dúvida em relação a esse assunto? Entre em contato pelo e-mail ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

Terapia de casal

Olá, pessoal, hoje vamos falar um pouco sobre a terapia de casal. Um assunto ainda delicado dentro da psicologia.

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Quando procurar? Quem pode fazer? Quais os resultados esperados? Todos esses são questionamentos que muitos clientes se fazem. E vou tentar responder da maneira mais clara possível.

A terapia de casal é uma “ferramenta” tanto de ajuda e recuperação, quanto de manutenção. Ela é feita com o casal – independente do seu gênero – e ambos devem estar minimamente de acordo com o processo.

Quando procurar a terapia de casal? Essa é uma pergunta muito frequente, e também muito relativa. Em sua maioria, os casais que buscam terapia juntos, assim o fazem quando o seu relacionamento já não está bom, ou quando algo não está funcionando como antigamente. Nesse sentido, a terapia irá funcionar como algo para remediar ou consertar algo que se rompeu. Após traições, ou quando a comunicação não está funcionando, quando a rotina sexual do casal não está boa, ou até mesmo quando o casal vivencia a saída dos filhos de casa – o que a Psicologia chama de “ninho vazio” – são as causas mais comuns de busca de ajuda, nessas situações. Porém a terapia de casal também pode ser buscada antes do relacionamento dar sinais de desgastes. Alguns casais entendem a importância de autoconhecimento, e buscam a terapia juntos para manter o bom funcionamento da relação.

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Quem pode fazer terapia de casal? Namorados, noivos, casados, aqueles que se encontram em união estável, casais homoafetivos, enfim, quaisquer formação é válida quando a vontade é mútua.

Quais os resultados esperados? Muitos ainda tem a ideia de que a terapia de casal irá “salvar o relacionamento”, mas não é necessariamente essa o único desfecho. Existem casais onde a terapia realmente ajuda a relação a melhorar, como existem casais que após um período em terapia, optam por terminar a sua relação. A terapia tem como objetivo a melhora de qualidade de vida, independente de juntos ou não. Cada caso é um caso, e por isso, cada desfecho pode ser diferente.

Como é feita a terapia de casal? Geralmente são sessões semanais, onde ambos estão presentes. Ocasionalmente, podem ocorrer sessões separadas para trabalho de demandas específicas, mas sempre com o consentimento de ambas partes, e sendo mantido o sigilo por parte do terapeuta.

 

Ficou com alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato pelo e-mail ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

Você sabe o que é Psicoterapia?

Começo hoje aqui a falar sobre os serviços com os quais eu trabalho na Psicologia.

O primeiro post será sobre o “mais comum”: a Psicoterapia em si. E quando digo que é o mais comum, falo pelo fato de que quando as pessoas pensam em “psicólogo(a)” eles associam logo à clínica e à terapia. Mas será que você sabe realmente como é feito o processo da terapia?

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Falarei aqui, da terapia Cognitivo-comportamental, visto que, é a abordagem que eu trabalho, mas existem muitas outras formas de “fazer psicologia”.

A psicoterapia cognitivo-comportamental tem como “pai” o Aaron Beck, que “concebeu uma psicoterapia estruturada, de curta duração, voltada para o presente, direcionada para solução de problemas atuais e a modificação de pensamentos e comportamentos disfuncionais” (BECK, 2011, p. 22). E essa ideia surgiu para o tratamento da depressão, porém hoje em dia a TCC (como ela é conhecida) é eficaz para praticamente todos os tipos de situações nas quais a pessoa precise de ajuda.

As sessões de TCC são estruturadas, para que sejam ainda mais produtivas. Elas constam de início, meio e fim, onde o cliente sempre dá o seu feedback da sessão, para que o processo possa sempre estar de acordo com as suas necessidades.

A psicoterapia consiste em encontros semanais, com duração média de cinquenta minutos, onde o cliente é personagem ativo. A escuta é feita, mas também fazemos uso de atividades práticas, sejam na sessão, como aquelas que chamamos de “planos de ação”, onde o cliente entre sessões faz algo que esteja em relação ao que vem sendo trabalho em terapia. É uma abordagem didática e ativa, onde faz-se uso de técnicas, leituras e discussões. Nas sessões, o cliente tem o seu espaço neutro, sem julgamentos, ficando livre para trazer o que tem lhe causado algum tipo de prejuízo psicológico. Lembrando sempre do sigilo absoluto por parte do terapeuta.

Alguns ainda apresentam resistência com a TCC, pois dizem que ela é “superficial”, “não trabalha o passado”, “parece escola com deveres de casa”, mas todas essas afirmações não são verdadeiras, pois não há superficialidade na TCC, trabalhamos sim o passado (embora ele não seja nosso foco), e as atividades são essenciais para que o cliente seja empoderado, afinal, a maior proposta da TCC é que o cliente, com o tempo necessário, se torne o seu próprio terapeuta.

Faça terapia. Ela pode ajudar.

Ficou com alguma dúvida sobre o processo? Entre em contato pelo e-mail ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

Orientação Profissional

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FONTE: Google

 

Orientação Profissional é uma das vertentes da psicologia, e os psicólogos podem se especializar nessa função, tornando-se assim orientadores profissionais. No entanto, ainda existem profissionais pouco especializados, que após a formação generalizada na psicologia, atuam como orientadores profissionais, o que pode acarretar em trabalhos superficiais.

Algumas pessoas ainda tem em mente que Orientação Profissional é apenas aplicação de testes, porém a Orientação Profissional vai muito além disso. Testes psicológicos são ferramentas que podem ser utilizadas para ajudar no processo, sendo uma fase da orientação, porém somente tais testes fazem com que o processo seja insipiente e passe uma falsa ideia de “conclusão”. Porém, a Orientação Profissional deve ser tida como um processo, como o alinhamento das habilidades pessoais de cada um e as características do mercado de trabalho e suas profissões, e não como uma escolha determinada na vida de uma pessoa. Afinal, porque deveríamos escolher algo no início da vida adulta e permanecer nessa escolha durante toda a vida? Será que aos 17/ 18 anos estamos realmente aptos para tal escolha? O que realmente permeia a escolha profissional?

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FONTE: Google

 

Afinal, o que é a escolha profissional? O ato de escolher é “decidir entre uma série de opções aquela que nos parece melhor” (Lucchiari, 2008, p.16), e sendo assim, o escolher a profissão seria decidir entre tantas quais as que parece melhor para o seu futuro, ou aquela que realize as suas aspirações profissionais. Tarefa essa, que nos dias atuais está ficando cada dia mais complexa, devido às possibilidades de novos cursos e especializações, além dos cursos técnicos, guiados pelas novas tecnologias, que fazem com que cada vez mais, a informação chegue ao jovem em uma velocidade extrema. E qual o papel da Orientação Profissional? Segundo Lucchiari (1993), o objetivo é “facilitar o momento da escolha ao jovem, auxiliando-o a compreender sua situação específica de vida, na qual estão incluídos aspectos pessoais, familiares e sociais. É a partir dessa compreensão que ele terá mais condições de definir qual a melhor escolha – a escolha possível – no seu projeto de vida” (p.12).

Sendo assim, orientar profissionalmente não é dar a “certeza absoluta” da escolha, mas sim preparar a pessoa para escolher de forma mais consciente e assertiva.

É importante também mencionar que diversos são os fatores que afetam – direta ou indiretamente a escolha profissional – sejam eles políticos, econômicos, sociais, educacionais, psicológicos, e sobretudo, familiares. Sim, a família influencia muito no momento da escolha, seja pelas expectativas dos pais para com os filhos, como as expectativas do próprios filhos, em seu lugar na família. A escolha profissional acaba sendo um projeto dos pais, assim como um projeto dos filhos.

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FONTE: Google

 

Uma dúvida que muitas vezes existe: orientação vocacional ou orientação profissional? A psicóloga Dulce Helena Penna Soares, doutora em Psicologia Clínica e fundadora do LIOP (Laboratório de Informação e Orientação Profissional), afirma em seu livro “a escolha profissional do jovem ao adulto” (2002) que “vocação não existe. Ninguém nasce para uma profissão apenas. Toda história pessoa de cada um, onde nasceu, como viveu, as oportunidades na vida para experimentar uma série de coisas, vai dizer as possibilidades futuras” (p.100). Sendo assim, a nomenclatura hoje em dia mais utilizada é orientação profissional. No entanto, nas publicações norte americanas você ainda encontra a nomenclatura “orientação vocacional”, enquanto as publicações francesas usam o termo “orientação profissional” e as publicações argentinas fazem uso da nomenclatura “orientação ocupacional”, e todas se referem à mesma coisa.

No Brasil, a Orientação Profissional está muito vinculada ao âmbito escolar, mas ela também é realizada em atendimento clínico, sendo comparada com uma terapia breve ou de apoio, uma vez que, tem um único foco: a dificuldade profissional (SOARES, 2002).

Uma outra modalidade que vem crescendo junto à Orientação Profissional é o trabalho de reorientação profissional, tendo em vista as crescentes transformações sociais. Mas o que vem a ser a reorientação profissional? Segundo Garcia (2000) apud Soares (2002), “a reorientação profissional tem por objetivo […] resgatar os projetos profissionais daquele que, em um momento de sua vida, engajou-se numa escolha sem ter passado por questionamentos, ou importou-se apenas em viver aquele momento, ou ainda, considerou apenas o futuro, sem levar em conta todo o processo decisório pelo qual estava passando” (p.147), e nesse momento a maior dificuldade que a pessoa em reorientação profissional enfrenta é romper com o que já foi construído, e muitas vezes recomeçar do início.

Por tanto, o processo de Orientação e Reorientação Profissional é algo trabalhoso e progressivo, que requer alguns encontros e a conexão do “eu” com o mercado e as diversas possibilidades que existem.

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FONTE: Google

 

Está com dificuldade de escolha, ou se encontra em um momento de dúvidas dentro da profissão escolhida? Procure ajuda de um psicólogo orientador profissional e busque um maior entendimento sobre as suas possibilidades.

Ticiana Araújo Carnaúba
Psicóloga e Orientadora Profissional
CRP 03/11253

REFERÊNCIAS:

LUCCHIARI, Dulce H.S. O que é escolha-profissional. 3 ed. rev. e ampl. – São Paulo: Brasiliense, 2008. (Coleção primeiros passos; 212).

________________(org.)  Pensando e vivendo a Orientação Profissional – São Paulo: Summus, 1993.

SOARES, Dulce H.P. A escolha profissional: do jovem ao adulto – São Paulo: Summus, 2002.

Nova identidade visual

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Uma nova identidade. Do jeito que eu queria!

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Como atuo:

🔹 Psicoterapia
🔹 Orientação Profissional
🔹 Avaliação Psicológica
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Você é maduro emocionalmente?

Hoje em dia muito está se falando em maturidade emocional. Mas você sabe realmente o que é ser maduro emocionalmente?

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Quando falamos em maturidade, a questão da idade logo vem à mente, mas em se tratando da maturidade emocional, a idade pouco importa. Para Marli Guári, “a maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, com a cabeça e o coração em perfeita sintonia. Amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que gostaríamos“.

Talvez a maior característica de uma pessoa madura emocionalmente seja a sua tolerância a frustrações. Problemas, todo mundo tem, mas como você encara esses problemas é que demonstra o seu grau de maturidade emocional. O médico psicanalista Flávio Gikovate afirma que “pessoas maduras também se aborrecem com as frustrações, mas não “descarregam” sua raiva sobre terceiros que nada têm a ver com o que lhe ocorreu“.

Podemos dizer ainda que a maturidade emocional tem uma relação muito íntima com o que chamamos de inteligência emocional, com responsabilidades para consigo mesmo, e com disciplina e controle de emoções. Porém é preciso salientar que o controle aqui falado nada tem a ver com repressão de sentimentos, e sim com saber o que sente, porque sente e como fazer uma boa análise e uso desse sentimento.

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A Joana Borges, do Centro de Estudos da consciência, lista alguns itens para uma maturidade emocional, tais como:
– Ser responsável por si mesmo e não culpar alguém pelos erros cometidos
– Não usar desculpas para os fracassos que venha a obter
– Agir isento de emoções e preconceitos
– Aceitar o inevitável
– Automotivação e Bom humor
– Autoconhecimento
– Auto-estima
– Ser cooperativo
– Compartilhar
– Lidar bem com as críticas
– Ser independente
– Empático e sensível às necessidades dos outros.

Uma pessoa que não tenha chegado a um estágio de maturidade emocional, pode ser comparada como uma “criança”, pois age em determinados momentos tal como um pequeno fazendo “birra” quando algo não sai exatamente do seu agrado. Pessoas com imaturidade emocional são aquelas que vivem se queixando de tudo e de todos, pelo simples fato de que as coisas não saem “do seu jeito”. No entanto, esse estado é algo mutável, podendo ser superado e modificado. Uma pessoa emocionalmente imatura pode vir a se tornar madura emocionalmente, basta querer mudar e aceitar a mudança.

Diante do exposto, eu questiono: você se considera maduro emocionalmente? O que você tem feito pela sua maturidade emocional?

Se quiser saber mais sobre esse assunto, envie um e-mail para: ticiana27.11@gmail.com e terei o prazer de responder.

Até o próximo texto,

Ticiana Araújo Carnaúba.

Psicólogo x Psiquiatra

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Embora o título seja Psicólogo “versus” psiquiatra, essas profissões se complementam mais do que as pessoas imaginam.

Porém, já percebi na clínica, que algumas pessoas que procuram ajuda terapêutica, muitas vezes ficam na dúvida qual profissional devem buscar para iniciar um tratamento. E por essa razão resolvi escrever de forma clara e objetiva a diferença entre esses dois profissionais.

As diferenças se iniciam na formação: para uma pessoa se formar psiquiatra, ela deve cursar 6 anos de medicina, e depois 2 a 3 anos de residência em psiquiatria. Já o psicólogo deve cursar 5 anos do curso de psicologia, e depois pode optar por fazer um curso de formação ou especialização na abordagem escolhida (existem na psicologia algumas abordagens, originadas de estudos que possuem maneiras de trabalhar diferentes).

O psicólogo trabalha com o foco em ajudar ou auxiliar o paciente em entender o motivo do seu adoecimento mental, enquanto o foco do psiquiatra é identificar a desordem mental e tratá-lo de forma medicamentosa. E talvez essa seja a maior diferença entre os profissionais, enquanto o psiquiatra prescreve medicamentos, o psicólogo não. O psicólogo não trabalha focado no diagnóstico em si, pois o seu maior interesse está nas causas da desordem.

Podemos dizer ainda que o psicólogo trabalha com técnicas psicoterápicas, em encontros semanais, geralmente com duração de 50 minutos (podendo variar de acordo com o local e teoria utilizada), a escuta é uma das ferramentas mais utilizadas por esses profissionais, além de tentarem entender as causas do adoecimento, de forma gradativa e global, visando uma melhor qualidade de vida do paciente. O psiquiatra por sua vez, geralmente tem encontros mensais com seus pacientes para acompanhamento do tratamento, e ajustagem da medicação (caso seja necessário), seu objetivo é a redução dos sintomas e consequente melhora do paciente, e seu tempo de duração, em relação à psicoterapia é geralmente menor.

Um ponto importante, que nem sempre fica claro para os que estão em busca de algum desses profissionais é o fato de que essas profissões se complementam. Em alguns casos, quando a pessoa busca primeiro um psicólogo, o profissional entende que às vezes, o acompanhamento por um psiquiatra e uso de medicação será de suma importância para o bom andamento da terapia, e vice versa, psiquiatras podem perceber que além do tratamento medicamentoso, o paciente necessita de um acompanhamento terapêutico, e nesses casos, ocorrem os encaminhamentos.

E se ainda assim você tiver dúvidas qual profissional procurar, basta pensar que psiquiatra irá tratar de algo mais pontual, mais urgente, e psicólogo irá ajudar a você a se conhecer melhor ou entender porque determinada situação está acontecendo em sua vida. Ambos são profissionais sérios e competentes que podem ajudar. E o que é melhor, a combinação em casos mais graves é o mais assertivo.

Se está com algum problema, alguma dificuldade, busque ajuda.

Até o próximo texto,
Ticiana Araújo Carnaúba.

(Ainda ficou com alguma dúvida sobre esse assunto, ou tem sugestão de tema para as próximas postagens, envie um email para: ticiana27.11@gmail.com)