Fobia social: você tem?

Você sabe identificar uma fobia social?

Muitas pessoas pensam que fobia social é “medo de gente”, e por isso, acreditam que não são fóbicos sociais. Mas o problema é um pouco diferente. Você pode sair, interagir, e mesmo assim ser um fóbico social (e sua fobia ainda não estar em um nível mais grave)!

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Fobia social na verdade é o medo de consequente desaprovação ou rejeição por parte dos outros (DSM-IV), ou seja, é o medo excessivo de ser visto se comportando de forma humilhante ou embaraçosa, em decorrência de demonstração de ansiedade ou desempenhando de modo inadequado perante outras pessoas.

Podemos dizer então que, fobia social é o medo de ser julgado.

Em casos extremos, pode sim ser incapacitante, pois, é um transtorno que pode gerar muitas limitações, já que o contato humano é fundamental.

É um transtorno intimamente ligado à ansiedade, onde falsos alarmes de estímulos perigosos são constantemente ativados, e em sua maioria, de forma antecipatória. Os sujeitos fóbicos avaliam de forma negativa o próprio desempenho social, e julgam que irão, de forma fisiológica, transparecer essa incapacidade para o outro.

Uma característica central da fobia social é o medo de avaliação negativa, o que nos leva a concluir que fobia social não é medo de gente, e sim medo do julgamento do outro.

O que ocorre com essas pessoas? Muitos deles começam a utilizar de comportamentos de segurança para melhorar a sua funcionalidade, ou seja, passam a ter comportamentos que evitem a situação temida. Porém o que parece ser “bom”, acaba por fortalecer a fobia. Funciona como uma válvula de escape, mas que não resolve o problema. Mas por que isso acontece? Porque eles servem para potencializar os sintomas, aumentam o autofoco e acabam por contaminar a situação social. O ponto chave desses comportamentos de segurança é a evitação, e por esse motivo, que as pessoas passam a evitar eventos sociais, reuniões, e situações onde possam vir a ser avaliados, gerando assim, um afastamento gradativo das pessoas em seus ciclos de amizade, o que pode gerar a disfuncionalidade na vida, e um consequente isolamento social.

Se percebeu como um fóbico social, o melhor a fazer é procurar um especialista e conversar a respeito. Busque ajuda! E a terapia pode ajudar!

 

Ficou com alguma dúvida sobre esse assunto? Entre em contato ticiana27.11@gmail.com

 

Um abraço e até o próximo post.

 

Ticiana Araújo Carnaúba
(psicóloga clínica e orientadora profissional)

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